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Produtos angolanos com mercado à vista

Produtos angolanos com mercado à vista.

Angola pode exportar produtos para o mercado zambiano que regista um aumento exponencial pela procura de materiais de construção, especialmente de aço, com um défice de 200.000 toneladas (entre 2014 e 2016).

O relatório sobre promoção das exportações da Agência de Exportação e Importação (APIEX), do Ministério do Comércio, considera que o sector cresceu a um ritmo de dez por cento entre os anos de 2013 e 2016, posicionando-se como um dos maiores receptores de investimento externo, com um total de mais de 3,5 mil milhões de dólar por ano.
Nos últimos anos, o sector destacou-se como sendo um dos mais importantes, sobretudo pelo impulso gerado pelo compromisso do governo zambiano de reabilitar as infra-estruturas rodoviárias do país.
O cimento é outro produto que está a ser fortemente procurado no mercado zambiano, impulsionado pelo crescimento registado no sector da construção que tem uma contribuição de 27,5 por cento ao PIB.
A nível da região Austral, o mercado de aço zambiano é o que mais cresce. De acordo com o Ministério da Construção, estima-se que o potencial do mercado interno atinja um milhão de toneladas por ano até 2022. Desde 2011, o sector do aço e ferro tem crescido a uma média anual de 12 por cento, o que está a provocar um aumento da procura de produtos processados de aço, barras de ferro e tubagens.
O estudo esclarece que, com o objectivo de satisfazer a procura, as empresas locais têm aumentado a importação de aço em todas as suas variedades.
O relatório salienta que as fábricas locais de aço estão a enfrentar vários constrangimentos, como a necessidade de indústrias de apoio de sub-materiais e peças de sobressalentes, necessárias para a maquinaria do sector.
O estudo esclarece também que existe uma ideia de que a produção nacional não cumpre os padrões internacionais de qualidade. Sendo as fábricas de produção de aço, a partir de sucata, estão a encontrar enormes dificuldades no seu fornecimento, o que provoca sérias falhas na produção.
O potencial do mercado de aço na Zâmbia é de mais de um milhão de toneladas por ano, com um consumo actual de ferro e aço entre 50.000 a 70.000 toneladas por ano.
O relatório esclarece que, nos últimos cincos anos, o sector da construção civil da Zâmbia registou um crescimento rápido e, como resultado, os fabricantes de aço assistiram a uma crescente procura de produtos como as chapas onduladas, produtos derivados de aço, barras de ferro, tubos e outros acessórios.
Para corresponder à procura, as siderurgias domésticas aumentaram a importação de matérias-primas, como bobinas de processamento e uma vasta gama de outros produtos provenientes da África do Sul, China e Tanzânia.
A abundância de importações de aço provenientes da África do Sul desde o ano de 2015, diminuíram enquanto as importações da China aumentaram. O estudo frisa que a maior parte do aço importado é transportado através da fronteira com a Tanzânia, usando os caminhos-de-ferro TAZARA ou caminhões pesados.
Os fabricantes de aço da Zâmbia estão a enfrentar vários desafios, sobretudo porque não há indústrias de apoio, que garantem o fornecimento de peças de reposição e sub-materiais para o sector do aço e do ferro.
O maior fabricante de aço da Zâmbia é a Universal Mining and Industries Ltd que depende de materiais de aço de sucata para produzir os seus principais produtos acabados. Todos estes desafios podem ser vistos como oportunidade de negócio para Angola.
A indústria de construção Zâmbia é um dos que mais cresce. Em parte regista-se um crescimento de rápido crescimento nos projectos de infra-estrutura residencial, comercial e pública.
Para atender à procura, os produtores de cimentos aumentaram os níveis de produção de 797,902 toneladas métricas em 20\13 para 1,783,815 toneladas em 2016. O sector lucrativo da construção está a ser dominado pelos mais recentes operadores do mercado.

Fonte: Jornal de Angola, 18 de Dezembro de 2017

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